A Prática do Serviço Social em Comunidade!

12 de julho de 2011

Em abordagem numa comunidade rural,  todos os dias me surpreendo da complexidade e  das configurações que a questão social fomenta e faz reproduzir o fosso de uma estrutura cruel, violenta, desumana, totalmente desprovida de proteção e acesso aos direitos básicos.

Não se surpreenda  que em pleno século XXI, pessoas não saberem como evitar uma gravidez indesejada e usarem a justificativa como: “ depois da relação usei sabonete e mesmo assim engravidei”, “tomei chá de cravo e água com sal e não teve jeito”! Outras mulheres moram anos com um companheiro e não sabem o nome completo do mesmo, a idade e se estudou. Muitas pessoas nem sabem quantos anos possuem e nunca aprenderam escrever o nome ou simplesmente, como muitos falam: “Num sei nem desenhar”!  Isso só é um exemplo  de muitas e outras situações abordadas.

As pesquisas mostram isso em números e não é por acaso que situações acima acontecem,  conforme o Censo Demográfico 2010 (IBGE)   existem mais de 16 milhões de brasileiros vivendo em extrema pobreza , com renda per capta até R$ 70 reais, onde  59% estão localizados na Região Nordeste, um total de 9,6 milhões de pessoas, destas, mais de 5 milhões são da zona rural, 53% dos domicílios não estão ligados à rede geral de esgotamento sanitário ou alguma fossa séptica, 48% dos domicílios rurais em extrema pobreza não estão ligados à rede geral de distribuição de água e não tem poço ou nascente na propriedade, 71% são negros, 26% são analfabetos… e por aí vai!

E para uma abordagem reflexiva maior, se tiverem oportunidade gostaria que assistissem o curta : VIDA MARIA, que não paro de assistir e sempre acho algo novo pra analisar, e representa a materialização do real dos dados acima e configuram a reprodução  de uma “microfísica do poder”  de corpos dóceis (como já dizia Foucault) que é alienada (como abordou Marx), estigmatizada e com sua identidade deteriorada (sabiamente analisada por Goffman), mas os outsiders  (nos estudos de Norbete) estão além das estruturas de posse material  e foram colocados em uma situação inferiorizada pelos “estabelecidos” .

Referências:

ELIAS, Norbet. Introdução. Ensaio teórico sobre as relações estabelecidos e outsiders. In Os estabelecidos e os outsideres. São Paulo: Jorge Zahar Ed. , 2000.

FOUCAULT, Michael. Os corpos dóceis. In Vigiar e punir. Petrópolis/RJ: Vozes, 1997.

GOFFMAN, Erving. Estigma e identidade social. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada.

MARX, Karl, Manuscritos Económicos-Filosóficos, página 160.

PLANO NACIONAL, BRASIL sem Miséria, Brasília, 2010.

VELHO, Gilberto (Org.) O estudo do comportamento desviante: a contribuição da antropologia social. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2003.

Núcleo de Estudo de Serviço Social na Educação

11 de abril de 2011

O presente núcleo, realizado pela Faculdade Federal do Recôncavo da Bahia, visa ampliar a discussão e fortalecer a importância da inserção do profissional de Serviço Social na Educação.

Clique aqui e veja mais informações sobre o núcleo através do FOLDER criado pelo Grupo .

Participe!

Convite Sessão técnica – CRADIS (Abril 2011)

04 de abril de 2011

Segue abaixo convite enviado pela Coordenação de Educação Permanente e Gestão do Trabalho CRADIS/SESAB, sobre Equidade Racial, Étnica e de gênero, com foco na juventude, que ocorrerá dia 12/04/2011 das 14:00 até 17:00 hs, no auditório do Centro Estadual de Atenção ao Adolescente Isabel Souto (CRADIS)  - Salvador/BA, sendo o público alvo: Profissionais e estudantes que trabalhem com adolescentes ou tenham interesse na temática. As inscrições serão realizadas pelos telefones: (71) 3116-7808 ou 3116-7814. Vagas Limitadas!

VEJA AQUI: CONVITE CRADIS_

(mais…)

Dona Diva não é assistente social!

28 de março de 2011

A cena acima foi televisionada pela Rede Globo na novela Insensato Coração, no dia 16 de março de 2011, onde apresenta a abordagem de uma suposta assistente social- “carcará sanguinolenta… Até eu fiquei com medo dela! Uma profissional coercitiva, com trato hierarquizado de poder, colocando a presidiária como uma coitada e que precisa obedecer as regras, se não o bicho vai pegaaaarrr . A infeliz cena só reforça o quanto  é desconhecido o papel do profissional de Serviço Social, nem ao menos procuraram o Conselho da Profissão para se informarem melhor do nosso papel junto aos usuários e pior, acabam reproduzindo uma imagem distorcida do assistente social…. ai raiva que me deu!!! Imagino que muitas colegas também sentiram o mesmo!

DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE E EDUCAÇÃO POPULAR

20 de março de 2011

O profissional de Serviço Social possui uma formação generalista, respaldado na Lei 8662/93, possibilitando uma atuação em diversas áreas; saúde, família, idoso, ONGs, gênero, criança e adolescente, empresa, justiça, no estado, em recursos humanos, meio ambiente, educação e comunidade. No presente texto será destacado a atuação educativa, crítica e reflexiva deste profissional nas diversas instâncias comunitárias.

Os assistentes sociais devem ter o compromisso com os princípios ético-político do seu Código, ou seja, um projeto pautado na equidade, justiça social e sem nenhuma forma de discriminação. E, além disso, é de suma importância ser competente nas dimensões teórico-metodológica, técnico-operativa e investigativa (planejando e executando pesquisas), intervindo na realidade da comunidade, consolidando de forma democrática o acesso e a garantia dos direitos sociais e sendo um mobilizador de recursos comunitários.

No que tange ao Desenvolvimento de Comunidade é importante apontar que esta é uma forma de desenvolver a autonomia da população. E essa autonomia deve se dar através da tentativa de uma abordagem reflexiva em busca de uma autoconscientização da população sobre sua condição de subalternidade no contexto da estrutura dominante. O povo deve ter uma participação ativa, pois ele se coloca como sujeito da sua própria história, sendo capaz de refletir, questionar sua realidade e modifica-la, desta forma é capaz de melhorar suas condições de vida. Este tipo de DC tem um caráter crítico, reflexivo e politizante. O assistente social deve buscar dentro da realidade concreta de cada comunidade elementos que propiciem a população uma reflexão sobre sua realidade, para que esta cresça e tenha a sua autonomia.

As comunidades por serem um espaço complexo, pois a realidade é complexa, exige do assistente social uma postura criativa, versátil, dinâmica, reflexiva, flexível e prepositiva, bem como estratégias de intervenção que possibilitem diversas ações diante das realidades vivenciadas pelas comunidades para alcançar seus objetivos, porque em cada comunidade surgem demandas específicas, e o profissional deve estar atento para identifica-las. As formulações das estratégias devem ser construídas conjuntamente com a população para responde-las de maneira eficaz. Sendo necessário desenvolver com a comunidade ações sócio-educativas para que esta tenha como refletir e buscar alternativas, descortinando a ideologia dominante de naturalização dos fatos sociais.

A articulação tanto com entidades da sociedade civil, quanto a órgãos públicos é de suma relevância no desencadear do assistente social dentro da comunidade, pois deve estar assessorando e apoiando os movimentos sociais, fazendo valer os princípios da sua legislação e acima de tudo, buscando não apenas mudanças na micro realidade, mais também na macro realidade – transformação social.

Dentro deste contexto, a Educação Popular (EP) aparece como uma estratégia fundamental para o fortalecimento e a valorização da teoria produzida pela camada popular, bem como servindo para a conscientização do DC como ideologia que sirva ao crescimento e a autonomia da classe dominada.

Então, o assistente social dentro de uma EP que tenha como objetivo favorecer a classe dominada deve estar disposto a construção de novos conhecimentos produzidos também por esta classe, derrubando a visão preconceituosa de que o conhecimento produzido pela ciência é o verdadeiro e o mais importante. Os conhecimentos científicos juntamente com o popular devem se somar em prol de um desenvolvimento desta comunidade. A EP é uma prática política e o assistente social deve atuar conjuntamente coma população para reforçar seu poder de luta e resistência.

Serviço Social e Saúde

17 de março de 2011

Gostaria de compartilhar o resumo abaixo, referente a Reforma Sanitária e o marco histórico evolutivo da profissão junto a sua dimensão ética-política no patamar do direito a saúde.

_______.&MATOS, M. Castro. Reforma Sanitária e o projeto ético-político do Serviço Social: elementos para o debate. In: BRAVO, M.I.S. et al.(Orgs.). Saúde e Serviço Social. São Paulo: Cortez, Rio de Janeiro: UFRJ,2004, p.25-45.

O texto relata a trajetória da Saúde e a sua correlação com o Serviço Social durante cada momento político econômico e social da sociedade brasileira. Que se inicia na década e segue até a atualidade.

No primeiro momento os autores relatam o início da política de saúde no Brasil que foi na década de 30 e consolidada de 1945 à 1964 e o surgimento do Serviço Social no Brasil e a sua relação com a saúde e aspectos ideológicos da conjuntura.

No período compreendido de 1930 à 1979 tivemos como características essenciais da política de saúde e o serviço social:

Política de saúde embasada no setor privado de caráter médica curativa, cheia de burocratização, neste período foi criado o complexo médico-industrial e composto de um atendimento diferenciado à clientela. 30 à 45: Surgimento do Serviço Social no Brasil , de influência européia, a saúde já tinha disciplinas incluídas e a área de saúde ainda não era o lócus da maioria dos profissionais.
Tendo como intervenção as campanhas sanitárias, combate endemias e criação dos IAPs, até os anos 60. Devido a expansão capitalista  que acarretou necessidades e pós guerra, o Serviço Social recebe a partir de 45 influência norte americana. A área de saúde absorveu muitos profissionais em decorrência do novo conceito de saúde de 48 da OMS onde amplia a abrangência deste e enfoca os aspectos biopsicossocias dos indivíduos, além de ênfases no trabalho em equipe multidisciplinar. “O assistente social enfatizou a prática educativa com intervenção normativa no modo de vida da “clientela”  com relação aos hábitos de higiene e saúde, e atuou nos programas prioritários estabelecidos pelas normatizações da política de saúde” (p.29).
Consolidação da Política Nacional de Saúde, esta por sua vez tida como excludente e seletiva por não ser universal. Os assistentes sociais trabalhavam nos hospitais como mediadores entre instituição e população, com a finalidade de viabilizar o acesso aos serviços e benefícios à população usuária. E para tal dispunhas de metodologia como plantão social, triagem, encaminhamento, concessão de benefícios e orientação previdenciária. Ações no âmbito curativo hospitalar e de participação individual. Na dec. de 60 começa a surgir que4stionamentos de alguns assistentes sociais quanto ao conservadorismo da profissão. “ Esse processo de crítica foi abortado pelo golpe militar de 64, com a neutralização dos protagonistas sócio-políticos comprometidos com a democratização da sociedade e do Estado.” (p.31).
Após 64 – “O Estado vai intervir na questão social por meio do binômio repressão-assistência, burocratizando e modernizando  a máquina estatal com a finalidade de aumentar o poder de regulação sobre a sociedade, de reduzir as tensões sociais e de conseguir legitimiade para o regime.” (p. 27). Difusão pelo CBCISS da “ perspectiva modernizadora”. O Serviço Social foi adequado às exigências da ditadura com o propósito de ser “integrador no processo de desenvolvimento”, “sedimentando sua ação na prática curativa”, “psicologização das relações  sociais”, além da burocracia e na concessão de benefícios.
  • 1974- “ Política de saúde, neste período, enfrentou permanente tensão entre os interesses dos setores estatal e empresarial e a emergência do movimento sanitário”. (p.27).
  • 1974-1979: A categoria se organiza em busca de um novo paradigma à luz da teoria marxista que deste 65 vem debatendo a respeito do Movimento de Reconceituação, todavia ainda orientado pela  visão “modernizadora”. Há uma presente abordagem da planificação da saúde, participação em comunidades e o debate do Movimento Sanitário.

Na redemocratização política (dec. 80) a sociedade brasileira passa por um reboliço de mobilização política e em específico o movimento na saúde coletiva, além de debates em torno da vertente marxista sobre as políticas sociais e o Estado. Considerado como marco histórico da política de saúde brasileira, a 8º Conferência Nacional de Saúde (1986), onde foram discutidos os aspectos de suma importância de um modelo de saúde, ou seja, uma Reforma Sanitária. Em 1988 é estabelecida a Constituição Cidadã que determina de mais importante é que a Saúde: É um direito de todos e dever do Estado. “E estatuem a integração dos serviços de saúde de forma regionalizada e hierárquica, constituindo um sistema único” (p.33). Além disso, a Saúde é tida com um dos tripés da Seguridade Social que é composta também pela Assistência Social e Previdência Social. O Serviço Social neste cenário de reformulação de saúde, também passa por revisão, do tradicional à renovação. Os autores alegam que neste período, principalmente dentro das Universidades, para o Serviço Social “significa o início da maturidade da tendência atualmente hegemônica na academia e nas entidades representativas da categoria-intenção de ruptura- e, com isso, a interlocução real com a tradição marxista.” (p.34)  E apesar dessa vertente de ruptura , há uma lacuna no fazer profissional que repercute até hoje.

Chega-se a década de 90 e o que se tem é o modelo político-econômico do neoliberalismo e suas vertentes ideológicas que ferem aos princípios do Movimento de Reforma Sanitária, pois nesta conjuntura o Estado é posto como um garantidor de mínimos “aos que não podem pagar, ficando para o setor privado o atendimento aos cidadãos consumidores”. (p.35-36), ou seja, uma desresponsabilização do Estado aos direitos sociais. E nessa dicotomia entre os projetos de Reforma Sanitária e o Neoliberal, as demandas do Serviço Social também se tornam antagônicas, pois o privatista requisita o assistente social para reforçar a ideologia e manutenção de um assistencialismo, focalização das políticas, aconselhamentos, abordagem individual, etc. Já as demandas do projeto de Reforma Sanitária visa “ democratização de acesso ás unidades e aos serviços de saúde coma realidade, interdisciplinaridade, ênfase nas abordagens grupais, acesso democrático às informações e estímulo à participação cidadã.” (p.36).

No final do anos 90 o Serviço Social produziu conhecimentos teóricos a partir da reflexão deste na área de saúde. Foram considerados na academia a Reforma Sanitária e o projeto ético-político e controle social na saúde. Nos conselhos: há poucos trabalhos dos assistentes sociais e participação, mas o CFESS “ na arena da saúde, tal qual nas outras áreas das políticas sociais públicas, possui reconhecimento como entidade que tem como estratégia o fortalecimento da política pública, na perspectiva da democratização do Estado e da sociedade brasileira” (p.38). E através dos trabalhos desenvolvidos nos serviços, Vasconcelos(1999) “concluiu que há uma diferença muito grande entre a intenção e o discurso dos Assistentes Sociais e o trabalho desenvolvido.” (p.39), ou seja, vestem a camisa da instituição por cima dos princípios ético-político da categoria. E fica o desafio “de se consolidar a ruptura com o serviço Social tradicional, para tanto se faz necessário fortalecer o projeto de ““intenção de ruptura””, responsável pela construção do atual projeto ético-político profissional e, em especial, avança-lo para os serviços, para o cotidiano de trabalho do assistente social.” (p.40).

Os desafios não param, o governo Lula em seu programa de governo aponta a saúde  como um direito de grande importância com ênfase nos princípios da Reforma Sanitária, todavia a estrutura econômica hegemônica (projeto privatista) acaba colidindo com este. “O atual governo ora fortalece o primeiro projeto, ora mantém a focalização e o desfinanciamento, característica do segundo projeto” (p.42).

Os autores consideram dentro do Serviço Social em frente a este contexto. (2004,p.42),

Na saúde, onde esse embate claramente se expressa, a crítica ao projeto hegemônico de profissão passa pela reatualização do discurso da cisão entre o estudo teórico e a intervenção, pela descrença na possibilidade da existência de políticas públicas e, sobretudo, na suposta necessidade da contrição de um saber específico na área de saúde, que caminha tanto para a negação da formação original em Serviço Social como deslancha para um trato exclusivo de estudos na perspectiva da divisão clássica da prática médica.

O autores também pontuam que é um problema os assistentes sociais em seus estudos na área de saúde perderem o foco de suas atividades e acabarem exercendo outras atividades que não são identificadas com a profissão. O exercício profissional não pode ser reduzido a “questões subjetivas vividas pelo usuário e nem pela defesa de uma suposta particularidade do trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais nas diferentes especialidades da medicina”(p.43) pelo contrário, este trabalho precisa estar articulado com de projeto de Reforma Sanitária e com o do da profissão e com isto se obterá uma noção das respostas deste profissional frente aos usuários, além de estar unindo forças com outros segmentos que são a favor do SUS. Em suma, “os assistentes sociais estão desafiados a encarar a defesa da democracia, das políticas públicas e a consubstanciar um trabalho – no cotidiano e na articulação com outros sujeitos que partilhem destes princípios- que faça frente ao projeto neoliberal, já que este macula direitos e conquistas defendidos pelos seus fóruns e pela legislações normativas da profissão.” (p.44-45).

“30 horas jáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!”

11 de janeiro de 2011

O CRESS Bahia de forma brilhante lança o “Abaixo Assinado de Reivindicação de Cumprimento da Lei 12.317/2010″ que necessita de nossa constante luta para sua efetivação! Fazemos parte dessa história!

Aqui: Abaixo Assinado Virtual “30 horas já”

LEI Nº 12.317, DE 26 DE AGOSTO DE 2010

DOU 27.08.2010

Acrescenta dispositivo à Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, para dispor sobre a duração do trabalho do Assistente Social.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 5ºA:

“Art. 5ºA. A duração do trabalho do Assistente Social é de 30 (trinta) horas semanais.”

Art. 2º Aos profissionais com contrato de trabalho em vigor na data de publicação desta Lei é garantida a adequação da jornada de trabalho, vedada a redução do salário.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 26 de agosto de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Carlos Lupi

José Gomes Temporão

Márcia Helena Carvalho Lopes

Você não pode perde!

11 de janeiro de 2011

Para maiores informações:  Tel. (71) 3444-5400 Fax (71) 3241-5322 / www.sindprevba.org.br

Prévia de Penteado para noiva.

05 de novembro de 2010

É com muita emoção que gostaria de compartilhar nesse  cantinho, a prévia do meu penteado, pois irei casar dentre alguns dias! Pense na correria, já fiquei em crise nervosa e tudo… rsrsr

Salão Vogue, Shopping Itaigara – Salvador – BA

Telefone: 71-3338-0001

http://www.salaovogue.com.br/novo/

Equipe maravilhosa, quem conhece vira cliente VIP!


Outubro Rosa

24 de outubro de 2010

Muito se fala que os países subdesenvolvidos adotam e reproduzem a cultura dos desenvolvidos, principalmente dos EUA. Contudo, estarei eu aqui adotando o Outubro Rosa, criado nos EUA , uma campanha muito importante contra o câncer de mama. Vamos reter o que é bom e lutar não por propagandas e sim por dignidade e saúde às mulheres.

Qual a sua canção?

21 de outubro de 2010

Neste mundo desigual, excludente, injusto, vingativo, egoísta, consumista, preconceituoso, violento e tudo de ruim que você quiser e puder dimensionar… me pergunto: ainda conseguiremos ter paz? Será que um dia teremos uma sociedade mais amorosa, compreensiva, solidária, honesta, sensível ao outro, menos individualista, empatia… Será que teremos a natureza respeitada e cuidada???

Quando me deparei com o vídeo abaixo mergulhei no mais profundo do meu ser para tentar descobrir qual seria a minha canção! E me fez acreditar na esperança de que esta canção precisa ser resgatada em cada um de nós e em muitos casos ela precisa ser criada.

Vamos tentar resgatar nossa canção! Ou melhor, criá-la as nossas futuras gerações!

1º de outubro é o Dia Nacional do Idoso

01 de outubro de 2010

A população idosa em nosso país representa 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País (IBGE,2000).

Quando ingressei no CRAS que atualmente trabalho percebi que nunca tinha atendido um idoso na Casa da Família.

E comecei a questionar: Onde estão os idosos dessa comunidade? Porque não comparecem ao CRAS? Onde posso encontrá-los?

Analisando essa realidade, surgiu o projeto de pesquisa para desvendar esse mistério e fazer do CRAS um ambiente acolhedor da terceira idade. E descobrimos que eles sempre estiveram alí do nosso ladinho, só precisavam de um convite.

Em parceria com o Posto de Saúde, dos agentes de saúde encontramos eles deprimidos, isolados em suas casas, sem perspectiva de vida e esperando a morte chegar.

Diante disso, nasceu o Grupo de Idosos pautado na elevação da qualidade de vida em busca do resgate da auto-estima e dos preciosos talentos adormecidos pelo abandono, solidão e desesperança.

O Vídeo abaixo representa bem o que venho a dizer, elaborado pelos alunos da UNIARARAS,2009 para o Trabalho para Disciplina de Fisioterapia Geriátriaca e Gerontológica.

VEJA AQUI O MANIFESTO CFESS SOBRE O DIA NACIONAL DO IDOSO (mais…)

Aula Pública do SUS-Salvador/BA

29 de setembro de 2010

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR

“O SUS não é apenas para os pobres e sim para todos os cidadãos. Porém, para funcionar de forma adequada é necessário promover modificações que transcendam as reformas administrativas e financeiras” (Jairnilson Paim)

21 de Setembro-Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência!

21 de setembro de 2010

Hoje se inicia a primavera e junto com o desabrochar das flores a busca por dias mais inclusivos e acessível para as pessoas com deficiência.

Segundo o IBGE, existem hoje em nosso país 14,5% deficientes, cerca de 24,5 milhões de pessoas que lutam a cada dia contra o preconceito, contra as barreiras arquitetônicas e sociais. Quem nunca viu algum deficiente sendo desrespeitado? Eu já perdi as contas!!!  É por isso que essa luta não pode parar e merece todo prestígio na busca constante de sua materialização.

Veja aqui: Manisfesto do CFESS do Dia nacional da luta da pessoa com deficiência.

“A FALTA DE RESPEITO É UMA DEFICIÊNCIA GRAVE!”

O CRAS e o Serviço Social

09 de setembro de 2010

É com muita propriedade e satisfação que venho afirmar que o assistente social em sua relação com a sociedade dentro de um território vulnerável, possui junto ao aparato institucional do CRAS e primordialmente o constante envolvimento em sua dimensão técnico-operativo, teórico-metodológico e ética-política, a materialização social de uma poderosa intervenção, no resgate da cidadania, ruptura de paradigmas e construção de uma nova história social.

Contudo a realidade de muitos profissionais não chega a atingir esse patamar de intervenção, quando deixa ou recebe imposições às velhas práticas assistencialistas  direcionar seus trabalhos. Neste caso, não se pode deixar nunca de ser propositiva e buscar dentro de suas limitações o fortalecimento do trabalho em grupo em pareceria com a rede social.

Venho trazer essa reflexão, após presenciar a angústia de alguns profissionais inseridos em alguns CRAS de alguns municípios da Bahia.

Todavia em contrapartida me alegro quando encontro profissionais felizes com seus trabalhos desenvolvidos dentro dos Centros de Referências da Assistência Social.

Em particular, trabalho em um CRAS e o meu primeiro contato com a comunidade foi buscar a confiança social, uma conquista paulatina, já que, eu, era uma estranha em sua área.

Essa relação de afinidade,  se consolidou na medida que a comunidade se sentia acolhida na Casa da Família, uma troca significativa de respeito, amor, dignidade e fortalecimento de vínculos.

Engraçado foi um dia, que uma funcionária do Posto de Saúde foi no CRAS para  conhecer os técnicos, pois as gestantes que faziam o prá-natal só falavam de como foi bom o Grupo de Gestante que participaram no CRAS !

Fiquei muito feliz e bastante realizada em saber que a comunidade já tinha percebido que o CRAS realmente era a Casa da Família e que as dificuldades enfrentadas para construção do grupo no que se refere a falta de material solicitado, dos improvisos, das idas e vindas na rede social em busca de parceria, das portas fechadas, foram amenizadas com a construção do coletivo em forma de CONQUISTA e SUPERAÇÃO.

Essa conquista nasceu com o exercício da escuta das prioridades e reais necessidades dentro da comunidade, construindo a efetivação dos direitos sociais de forma propositiva e criativa através de interveções sociais dentro do CRAS.

Falo isso, pois muitas vezes, deixamos de buscar uma intervenção colocando a culpa na gestão, na conduta assistencialista de muitas prefeituras que  oferecem benefícios sociais eventuais como se fossem fixos e eternos, mas precisamos entender que somos profissionais com o respaldo legal de construção e não de reprodução ou passividade.

Acreditem sempre em seu potencial, não deixe que ele se perca em meio as dificuldades.

OBS: Venho agradecer o carinho dos leitores, estudantes, profissionais que visitam o blog e me cobram a atualização do mesmo, apesar da correria tentarei na medida do possível manter o blog atualizado para  construirmos  juntos uma relação de troca e crescimento. Podem me cobrar sempre, isso me traz a convicção que a democratização das informações precisa ser exercitada sempre! Grande abraço!!!

Página 1 de 3123